Sobrou madeira, e aí?

SOBROU MADEIRA, E AÍ? 

Por mais que a gente faça um esforço enorme para aproveitar todo cantinho de madeira e restinho de cola sempre tem algo que passa.  Começamos separando as partes aproveitáveis daquilo que achávamos não ser mais possível dar algum destino.

O dia que mudamos de casa essa brincadeira mudou.

Na mudança, vimos que aquilo que já não servia para produzir óculos ou headphone não era tão pouca coisa assim.

Incomodou, mas incomodou mesmo. Mesmo a gente se envolvendo em projetos que realizam o plantio de árvores a medida que vamos consumindo madeira por aqui, era chato de ver aquele material não sendo muito aproveitado.

A primeira solução foi tentar encontrar parceiros que pudessem dar utilidade naquilo. Em vão. Nossos restos  eram pequenos demais e o volume que gerávamos não interessava grandes indústrias de reaproveitamento.

A saída foi olhar pra dentro. Procurar algo que fizéssemos dentro de casa para tentar aproveitar aquilo que sobrava. Abrimos, então, um espaço dentro do nosso desenvolvimento de produto dedicado as sobras.
A idéia era simples: se não servia para indústria, serviria para nós.

Passamos a pensar, testar, prototipar e desenvolver produtos cuja boa parte  (se não ele por completo) fosse composto de sobras. Dá mais trabalho? Sim. É mais caro? Acredite, sim. Muitas vezes é muito mais rápido usar materiais inteiros para uma produção do que ficar juntando retalhos. Mas como a gente mesmo já cansou de falar por aqui: produção eficiente e de baixo impacto não é mérito, mas obrigação.

Hoje a gente consegue alocar uma parcela grande dos descartes nos produtos que fazemos. Praticamente toda nossa prototipagem também se usa das sobras. Lançamos acessórios, semi-jóias todas feitas a partir das sobras que temos por aqui.

Um dia a gente chega a perda zero. Aí sim a gente vai ficar feliz.